VOLATILIDADE: POR QUE EXISTE E O QUE SIGNIFICA NA ÁREA DE TI?

VOLATILIDADE: POR QUE EXISTE E O QUE SIGNIFICA NA ÁREA DE TI?

O tema desta semana foi sugestão de um de nossos contatos no LinkedIN. Vamos contextualizar e depois tratar do tema na perspectiva do cliente e na perspectiva de um fornecedor de TI.  Aproveite para refletir.

Qual o Significado de Volatilidade

A volatilidade é uma variável econômica que representa a intensidade e a frequência que acontecem as movimentações do valor de um determinado ativo, dentro de um período de tempo. Sua principal função é permitir análises dessas movimentações a fim de se construir um cenário e vislumbrar os riscos e oportunidades.

Investir e gerenciar os ativos de TI não é tão complexo como investir na bolsa de valores, onde o segredo é o longo prazo, risco e paciência. Em TI, o grande segredo é: identificar as necessidades, estabelecer os objetivos, fazer o planejamento correto e gerenciar sempre, já que volatilidade tem um sentido estreito com a mudança. Em TI, as mudanças são constantes. Esse artigo vai ajudar você a entender melhor o processo.

Como você viu no conceito de volatilidade, ela está ligada aos ativos, ou seja, os bens, valores, créditos, direitos e assemelhados que formam o patrimônio de uma empresa. Ela gera Ativos Tecnológicos, ao começar a investir em soluções de Software, visando atender as demandas que ela possui, externa e internamente. Por que softwares e não hardwares? Porque eles se superam muito mais rapidamente. São comuns várias atualizações num mesmo equipamento. Aqui a volatilidade entra como importante numa dinâmica em que surgem inúmeras soluções de softwares, sempre inovadoras e a empresa que precisa usar essas ferramentas precisa conhecer muito bem suas necessidades e conhecer as características dos softwares ofertados para ter uma noção de quanto tempo poderá operar com eles sem precisar fazer um novo investimento. O que ocorre são atualizações e ajustes, com custos pequenos. Mas se houver falha no planejamento de aquisição, pode haver perda. Assim, sempre recomendamos a assistência de um especialista para a fase de levantamento de informações e estudo.

Segundo uma pesquisa publicada por Andrew Mcfee e Erik Brynjolfsson na Harward Business Review, a maior razão para o crescimento da competitividade desde a globalização, nos anos 90, são os investimentos em TI, o que nos leva a refletir que os ativos tecnológicos não são diferenciais e sim necessidade. Eles melhoram os processos, a experiência do cliente e até os custos operacionais, tornando naturalmente a empresa mais competitiva.

Já falamos que as mudanças são constantes, assim, a volatilidade é aplicável nesse sentido ou na perda da capacidade competitiva ou operacional em decorrência de um investimento que precise de um upgrade, por exemplo.

Agora é necessário falar de volatilidade relacionada a contratação de um serviço como um sistema por exemplo, que surge de um mapeamento de necessidades. Com base no escopo, é feito um orçamento, mas ao longo do tempo e na medida em que o cliente conversa com o fornecedor e até mesmo faz alguns testes, surgem necessidades não previstas no contrato. As vezes essa necessidade vem de algo novo no mercado. Independe da origem, o fornecedor precisa sempre esclarecer. Um escopo de projeto não deve ser fechado no início, mas precisa dar margem para o diálogo permanente sobre a real complexidade. Quando escopo e preço são fechados, não há como trabalhar em função da real produtividade.

Para finalizar o artigo, deixamos o alerta para que, mesmo empresas que fazem um projeto certo, não deixem de fazer a boa gestão de seus ativos. Isso precisa ser um processo permanente para não cair no risco da volatilidade. Vamos as armadilhas que não poucas empresas caem:

  1. Não ter indicadores de desempenho bem definidos: indicadores de desempenho são variáveis que mostram como está o desempenho de um determinado setor ou dispositivo. Com os dados é possível mensurar a produtividade da equipe, evolução de processos, desenvoltura dos ativos de TI (lembrando que eles precisam ser aferidos regularmente) e o que mais for necessário para evitar os gargalos operacionais.
  2. Não elaborar inventário: o gestor de ativos tem maior embasamento para avaliar, como acontece nas análises baseadas em domínios, varreduras baseadas em ativos distribuídos etc.
  3. Não acompanhar o ciclo de vida dos ativos: Para extrair o máximo de desempenho de um software ou hardware é importante que o gestor saiba em que estágio do ciclo de vida ele está, que resulta em um uso mais eficiente deles. Sempre que um deles mudar de estágio, o repositório central deverá ser informado — informações como o motivo, data e o usuário que fez a modificação.
  4. Deixar de automatizar tarefas: em 2021 não dá para pensar em usar arados com animais, emitir notas fiscal com carbono ou quem sabe, usar máquina de escrever. Automatizar é o processo que muda a forma de fazer as coisas: mais rápido, mais eficaz e até com menor custo final.
  5. Não adotar novas tecnologias: complementando o item anterior, alguns administradores vêem a TI como despesa e não como investimento. Assim, cabe aos gestores e formadores de opinião, ajudar a mudar esse quadro para que as empresas não parem no tempo, mesmo que seja por um curto período, pois estamos falando de volatilidade.

Gerir dispositivos e softwares requer um comprometimento muito grande e um mapeamento refinado, que mantenha sob controle tudo o que é utilizado na corporação, mas se a empresa fizer do modo certo, haverá somente ganhos. Uma empresa de TI pode também, desenvolver pequenas aplicações para estabelecer interfaces entre sistemas diferentes e aproveitar o investimento. Como vimos no início do artigo, o conceito de volatilidade surgiu na economia e é muito usado nas aplicações financeiras. Há perdas e ganhos significativos para certos investidores, mas na área de TI, não se fala em perdas quando as estratégias são corretas. A tecnologia abre muitas oportunidades, que exigem capital (risco), mas se bem investido e calculado, o significado de volatilidade vai ficar mesmo só na rapidez e volume de mudanças e quem investir em tecnologia corretamente, colherá os frutos.

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