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A Tecnologia e o Meio Ambiente: duas áreas precisam da sua atenção.

Equipamentos eletro-eletrônicos se tornaram uma parte essencial nossas vidas. Sua disponibilidade e uso generalizado permitem que grande parte da população global se beneficie de padrões de vida mais elevados. No entanto, a forma como se produz, se consome e se descarta lixo eletrônico é insustentável. No artigo de hoje, você vai conhecer os números assustadores de um relatório sobre a produção de lixo eletrônico e vai conhecer também como você pode ajudar a amenizar esse cenário. Leia, anote e realize.

Um notebook moderno pesa em média 1,8 quilo. Agora pense nesse número multiplicado por 4. É o peso médio de lixo eletrônico (7,3kg) per capita produzido por habitante no mundo no período de um ano. Esses são os indicadores que o relatório da ISWA (The International Solid Waste Association) considerou para 2019. Em 2030 esse número vai quase dobrar, conforme o relatório em inglês, que você pode ler clicando aqui.

O que é Lixo Eletrônico

Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) ou e-lixo são termos utilizados para se referir a todos os equipamentos elétricos e eletrônicos, suas partes e acessórios que foram descartados por seus proprietários, sem a intenção de reutilizá-los. As tecnologias do mundo moderno possibilitam que novos aparelhos sejam lançados e novas tendências surjam rapidamente no mercado, em um processo planejado que leva o consumidor a substituir seus equipamentos eletrônicos sem necessidade, gerando um volume cada vez maior de lixo eletrônico.

Quais são os Impactos do Lixo Eletrônico Para o Meio Ambiente

Os equipamentos eletro-eletrônicos possuem diversos componentes tóxicos em suas estruturas que, se descartados de maneira incorreta, podem contaminar o solo e os lençóis freáticos, colocando em risco a saúde humana, animal e o meio ambiente. Segundo o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), cerca de 70% dos metais pesados encontrados em lixões e aterros sanitários controlados são provenientes de equipamentos eletrônicos descartados incorretamente.

Economia X Ecologia

TV na praia de Ubatuba. Fonte: G1

Você já viu a expressão obsolescência programada, também chamada de obsolescência planejada? Trata-se técnica utilizada por fabricantes para forçar a compra de novos produtos, mesmo que os que você já tem estejam em perfeitas condições de funcionamento. Esse conceito surgiu entre 1929 e 1930, tendo como pano de fundo a Grande Depressão, e tinha o objetivo de incentivar um modelo de mercado baseado na produção em série e no consumo, a fim de recuperar a economia dos países naquele período. Algo parecido ocorre nos dias de hoje, em que o crédito é facilitado e os governantes incentivam o consumo. A pandemia trouxe um grande impacto negativo sobre a economia mundial e assim, consumidores precisam ficar muito mais atentos, pois as estratégias de recuperação pressupõem forçar o aumento do consumo como compensação pelas perdas em certas áreas da economia.

Como Evitar Desastres Maiores que os Atuais

Para dar a contribuição como indivíduos e cidadãos, é necessário que se pense não apenas naquilo que se pode fazer, comprar ou usufruir. Cada cidadão, e isso inclui você e eu, precisa pensar que evitando o consumo desnecessário, estará evitando, ainda que em pequena escala, a degradação ambiental e até mesmo que o seu próximo contraia alguma doença incurável. É momento de pensar e refletir, pois desde 2020 o mundo teve muitas perdas e as piores foram as vidas.

Abaixo, elencamos uma tabela com as substâncias encontradas nos equipamentos elétricos e eletrônicos, que representam riscos à vida e ao meio ambiente. A tabela completa é composta por 22 componentes e você poderá conhecer todos, acessando o link ao final dela.

Contaminantes Riscos
Alumínio Intoxicação aguda: Obnubilação, coma, convulsões. Intoxicação crônica: Perturbação intermitentes da fala (gagueira), disfunções neurológicas que impedem movimentos coordenados, espasmos mioclônicos, convulsões, alterações de personalidade, demência global. Cancerígeno na bexiga, pulmão (Grupo 1)
Arsênio Intoxicação aguda: dor abdominal, vômito, diarreia, vermelhidão da pele, dor muscular, fraqueza, dormência e formigamento das extremidades, câimbras e pápula eritematosa. Intoxicação crônica: lesões dérmicas, como hiper e hipopigmentação, neuropatia periférica, câncer de pele, bexiga e pulmão, e doença vascular periférica. Cancerígeno para pele, pulmão, bexiga e rins. (Grupo 1)
Cromo (Hexavalente) Intoxicação aguda: vertigem, sede intensa, dor abdominal, vômito, constipação. Intoxicação crônica: dermatite, edema de pele, ulceração nasal, conjuntivite, náuseas, vômito, perda de apetite, rápido crescimento do fígado. Cancerígeno para pele, pulmões e fígado. (Grupo 1)
Lítio Intoxicação aguda: vômitos, diarreia, ataxia, arritmias cardíacas, hipotensão e albuminúria. Intoxicação crônica: afeta sistema nervoso.
Mercúrio Intoxicação aguda: Aspecto cinza escuro na boca e faringe, dor intensa, vômitos, sangramento nas gengivas, sabor amargo na boca, ardência no aparelho digestivo, diarreia grave ou sanguinolenta, inflamação na boca queda ou afrouxamento dos dentes, glossite, tumefação da mucosa grave, necrose nos rins, problemas hepáticos graves, pode causar morte rápida (1 ou 2 dias). Intoxicação crônica: Transtornos digestivos e nervosos, caquexia, estomatite, salivação, mau hálito, anemia, hipertensão, afrouxamento dos dentes, problemas no sistemas nervoso central, transtornos renais leves, possibilidades de alteração cromossômica. Cancerígeno no sistema: os compostos de metil mercúrio são classificados como possível carcinogênico (Grupo 2B), mas o mercúrio metálico e os compostos inorgânicos de mercúrio não são classificados como carcinogênicos (Grupo 3)

Para conhecer todos os 22 elementos, clique aqui.

A logística reversa é um importante instrumento para gestão de resíduos. É definida na Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.” A promulgação da PNRS fez com que as empresas se tornassem responsáveis pela logística reversa, neutralizando impactos ambientais e para a saúde humana decorrentes do descarte incorreto de resíduos.

Mas ainda há muito a fazer. As leis existem mundo todo para amenizar o problema, mas nada é tão eficaz quanto a boa consciência e o uso e descarte responsável dos eletro-eletrônicos. Existem empresas que fazem a coleta em quase todas as capitais. Procure a mais próxima de você, avise seus vizinhos e familiares, as empresas que ficam no mesmo prédio ou o síndico do condomínio. Estamos num tempo de criar oportunidades para colaborar e não desculpas para ações que degradam o meio ambiente! Quer Inovar na Tecnologia com Produtos Duráveis?

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